Nov 25, 2010


Aquele imenso sinal verde ofuscante marcava 4ºC às sete e qualquer coisa da manhã, não foi tempo perdido o que passei à procura de um par de luvas antes de sair de casa! No meio de gorros, cachecóis, e alguns carapins, separei à pressa três luvas desirmanadas, uma castanha, a outra roxa e por fim a cinzenta com a risca azul. No fim só as cinzentas tinham par! Sai para o frio a pensar onde andariam as outras, o que teria acontecido aos pares, e se não as encontrar o que faço com luvas solitárias?! e aquelas luvas velhas que nunca uso e andam lá engalfinhadas e de cada vez que abro a gaveta, saltam como gafanhotos?
Resolvi pesquisar na net e encontrei ideias fantásticas para reciclar um par de luvas ou até mesmo umas meias, ou uns velhos coturnos, como diz o outro!

Com tudo isto acabei por encomendar três livros pela net (Sock and Glove: Creating Charming Softy Friends from Cast-Off Socks and Gloves é um deles), onde ensinam como transformar meias e luvas em bonecos e ainda trabalhos em feltro... o Natal tem destas coisas!

Enquanto os livros não chegam, fica aqui umas dicas da Martha Stewart (ver o vídeo), de como transformar um par de luvas num ursinho fofinho!

http://www.marthastewart.com/article/glove-ani...

entretanto, mãos-à-obra, vou dando noticias e publicando trabalhos que faça!

Jun 18, 2010

"Não há dúvida, está perdida. Deu uma volta, deu outra, já não reconhece nem as ruas nem os nomes delas, então, desesperada, deixou-se cair no chão sujíssimo, empapado de lama negra, e, vazia de forças, de todas as forças, desatou a chorar. Os cães rodearam-na, farejam os sacos, mas sem convicção, como se já lhes tivesse passado a hora de comer, um deles lambe-lhe a cara, talvez desde pequeno tenha sido habituado a enxugar prantos. A mulher toca-lhe na cabeça, passa-lhe a mão pelo lombo encharcado, e o resto das lágrimas chora-as abraçada a ele. Quando enfim levantou os olhos, mil vezes louvado seja o deus das encruzilhadas, viu que tinha diante de si um grande mapa, desses que os departamentos municipais de turismo espalham no centro das cidades, sobretudo para uso e tranquilidade dos visitantes, que tanto querem poder dizer aonde foram como precisam saber onde estão.
[...]

Os cães foram ficando para trás, alguma coisa os distraiu pelo caminho, ou estão muito habituados ao bairro e não querem deixá-lo, só o cão que tinha bebido as lágrimas acompanhou quem as chorara, provavelmente este encontro da mulher e do mapa, tão bem preparado pelo destino, incluía também um cão."

Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago

O meu primeiro livro de Saramago foi "Todos os Nomes" e desde então não parei. Já li o "Memorial do Convento", "Homem duplicado", "As intermitências da Morte", "Ensaio sobre a Cegueira" e estou neste momento a ler "Ensaio sobre a lucidez".

Já tinha pensado trazer um pouco de cada livro para este espaço, uma passagem ou outra que tivessem sido de algum modo especiais para mim, ora porque me fizessem sorrir, ou correr uma lágrima, ficar arrepiada ou completamente absorvida na leitura ao ponto de esquecer de sair na minha paragem e seguir no autocarro até à seguinte. Hoje foi o dia e é um dia triste.
Até qualquer dia


Nov 16, 2009


From the Felt Mountain Special EditionHuman ( Goldfrapp Remix / Vocal : Calexico )


Se cae desde tu boca

Accionada por tu barriga y lengua

Tiemblo cuando usted se estremece

Y me pliego en jalea

Pienso que te amé más que a mí.


¿Eres humano o no valiste?

¿Eres humano o te lo inventaste?


Mi cereza, pequeño se resbaló

Pásame através de los puntos de tus dedos.

Tírame al suelo como una basura

Estoy parado, no volteas para atrás.


¿Eres humano?, ¿eres perro?

¿Eres humano?, no lo creo

¿Eres humano, o no valiste?

¿Eres humano o te lo inventaste?


Fueron a encontrar tu cuerpo.

Fueron a buscar, pero no había nadie.

¿Quién huele como tú?

¿Quién se mira como tú?

No eres humano, tal vez.


¿Eres humano o no valiste?

¿Eres humano o te lo inventaste?

¿Eres humano o no valiste?

¿Eres humano o te lo inventaste?

Nov 2, 2009

Quem descobriu o quê?


Em 1878, Pasteur começou a estudar o micróbio que causava a cólera nos galináceos. Fez uma cultura de micróbios e após a sua inoculação, verificou que os frangos morriam pouco tempo depois. Mas uma inoculação com uma cultura mais antiga provocou uma ligeira doença no frango, que depressa recuperou. Entusiasmado, Pasteur inoculou mais frangos com a cultura antiga e nenhum adoeceu. Concluiu, então, que os micróbios enfraquecidos da própria doença originavam o desenvolvimento de defesas nos frangos, a ponto de poderem combater a doença – chamou a este processo Vacinação.
Em 1885, Pasteur dedicou-se a criar uma vacina contra a raiva. Era uma doença terrível: a vitima ou morria de asfixia ou ficava paralítica. Conseguiu criar a vacina, testou-a em cães e teve resultados espantosos.
Nesse mesmo ano, Joseph Meister, de nove anos, apareceu no laboratório de Pasteur, por ter sido mordido, dois dias antes, por um cão raivoso. A vacina ainda não estava pronta para ser testada em humanos, mas perante a gravidade do caso, decidiu correr o risco. Os resultados foram óptimos .


Pasteur também é conhecido por ter demonstrado que as leveduras eram as responsáveis pela fermentação de muitas substâncias. Desenvolveu igualmente uma forma de evitar que o vinho, o vinagre e a cerveja se estragassem, destruindo pelo calor os micróbios nocivos – a Pasteurização.



A penicilina foi descoberta em 1928 por Alexander Fleming, e é um dos acontecimentos mais marcantes da história da ciência, da medicina e da farmácia do século XX. Em 1945 recebe, juntamente com E. B. Chain e H. W. Florey, o Prémio Nobel de Medicina e Fisiologia pela descoberta das propriedades bactericidas do fungo Penicillium Notatum e pela sintetização da penicilina. Este fármaco começa a experimentar-se em 1929 e é de grande utilidade durante a Segunda Guerra Mundial. De facto, a Fleming se deve a descoberta dos antibióticos e o início de uma nova era da medicina. Os antibióticos têm um papel decisivo na imunização e na profilaxia das doenças provocadas por bactérias e por vírus.




Oct 23, 2009

Caminhada pela linha férrea, do Tua a S. Lourenço, 4 de Outubro.

Viaduto das Presas









Estação de Tralhariz


...E la em baixo corria o Tua muito lentamente!





Viaduto das Fragas Más!


O prego mais antigo que encontrei!
Estação do Castanheiro!

Túnel da Falcoeira


Ponte de Paradela.



Estação de Santa Luzia

E o fim do percurso...

...nas Termas de S. Lourenço, recomendo!

Jul 29, 2009




100. Visitar as caves do vinho do Porto - Objectivo conseguido e ultrapassado pois ainda fiz a viagem Douro acima até à Régua!

Jun 3, 2009

Baço

De forma oval, pesando cerca de 150 g, é o maior orgão linfático. Produz, controla, armazena e destrói células sanguíneas. É um órgão esponjoso, liso e de cor púrpura, quase tão grande como o punho; está localizado na parte superior da cavidade abdominal, mesmo por baixo das costelas, no lado esquerdo.

O baço funciona como dois órgãos. A polpa branca é parte do sistema de defesa (imunitária) e a polpa vermelha elimina os materiais de eliminação do sangue, como os glóbulos vermelhos defeituosos.
Certos glóbulos brancos (os linfócitos) criam anticorpos protectores e têm um importante papel na luta contra a infecção. Os linfócitos são produzidos e amadurecem na polpa branca.
A polpa vermelha contém outros glóbulos brancos (fagócitos) que ingerem material não desejado, como bactérias ou células defeituosas, presentes no sangue. A polpa vermelha controla os glóbulos vermelhos, determina quais são anormais ou demasiado velhos ou lesados para funcionar de maneira apropriada, e destrói-os. Por isso, à polpa vermelha, por vezes, dá-se o nome de cemitério de glóbulos vermelhos.


A polpa vermelha também serve como depósito de elementos do sangue, especialmente glóbulos brancos e plaquetas (partículas parecidas com as células que participam na coagulação). Em muitos animais, a polpa vermelha liberta estes elementos no sangue circulante quando o organismo precisa deles; contudo, nos seres humanos, a libertação destes elementos não constitui uma função importante do baço.